MPF RECOMENDA QUE SITE DE IGREJA NÃO USE NOME `FACULDADE`

MPF RECOMENDA QUE SITE DE IGREJA NÃO USE NOME `FACULDADE`

PAULO SALDAÑA – O ESTADO DE SÃO PAULO – 02/10/2014 – SÃO PAULO, SP

O Ministério Público Federal em São Paulo recomendou que um site ligado a uma igreja evangélica deixe de usar o nome de ‘Faculdade de Educação Teológica de São Paulo’, assim como pare de anunciar que oferece cursos de bacharelado, mestrado ou doutorado. Por não ser reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), a instituição não pode utilizar a nomenclatura “faculdade”, nem emitir diploma de curso superior como promete no site, afirma a procuradoria.

O site, que oferece cursos a distância, é ligado ao Centro de Evangelismo e Discipulado da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, localizado na zona sul da capital paulista. No endereço eletrônico faculdadeteologica.com.br, a instituição é apresentada como ‘faculdade’ e oferece cursos a distância para bacharel, mestre, doutor e pós-doutor em teologia e psicanálise – além de cursos de formação para pastor. Um modelo de diploma de bacharel, em que há a assinatura de uma reitora, também é mostrado na página da web.

O site oferece promoção a qualquer curso por R$ 939,00 à vista. ‘Torne-se um Doutor em Teologia estudando a distância pela internet, sem sair de casa!’, afirma o site em uma de suas páginas. O portal ainda apresenta uma lista de ex-alunos ‘eminentes’, na qual consta o Bispo Edir Macedo e o deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC). Outro endereço na internet também leva ao mesmo conteúdo duvidoso: teologiaadistancia.com.br, onde a instituição aparece com o nome de ‘Faculdade Teológica das Assembleias de Deus’. Sobre esse último endereço, há pelo menos três reclamações no site Reclame Aqui.

A recomendação expedida pelo MPF solicita que a instituição altere seu contrato de prestação de serviços, destacando que não é reconhecida pelo MEC. O estabelecimento tem o prazo de 20 dia para informar ao MPF o acatamento ou não da recomendação.

Questionado pela reportagem por telefone, um representante que se identificou como assessor de imprensa alegou que os cursos são feitos por obreiros da igreja. ‘Nós informações que são cursos livres, são formações de natureza religiosa’, disse ele, que se identificou como Anderson. Segundo ele, as recomendações do MPF poderiam ser acatadas. A reportagem encaminhou o questionamento por e-mail para que a área jurídica respondesse, mas não obteve resposta.

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