DIPLOMAS FALSOS DE MESTRADO E DOUTORADO

DIPLOMAS FALSOS DE MESTRADO E DOUTORADO

TIAGO ROGERO – O ESTADO DE SÃO PAULO – 19/08/2014 – SÃO PAULO, SP

O Instituto Ômega, que oferecia diplomas falsos de cursos de mestrado e doutorado para professores, não possuía somente uma unidade – no sábado, policiais civis fecharam a que funcionava em Duque de Caxias, cidade na Baixada Fluminense. Nesta segunda-feira, 18, após mais de 20 vítimas procurarem a Delegacia de Proteção ao Consumidor (Decon), os investigadores descobriram a existência de pelo menos mais quatro polos da instituição no Estado do Rio: outros dois na Baixada e dois na zona oeste da capital, em Bangu e Campo Grande.

A instituição falsificava diplomas em nome de duas universidades federais: a de Pernambuco e a do Rio Grande do Sul. Para obtê-los, os professores pagavam entre R$ 300 e 500 de mensalidade, e o valor total de cada curso poderia chegar a R$ 12 mil. Nesta segunda, a Prefeitura de Duque de Caxias anunciou que todos os professores da rede municipal que apresentaram diplomas do Ômega terão suspensas as gratificações de 12% sobre os salários.
Titular da Decon, o delegado Ricardo Barbosa quer agora identificar, entre os cerca de 200 professores que fizeram os cursos em Caxias – com a descoberta dos novos polos, o número aumentará -, quem sabia do esquema e com isso se beneficiou. Os funcionários do instituto também estão sendo investigados.

Para o delegado, houve no mínimo “descuido” da prefeitura em não apurar a legitimidade dos diplomas. Em nota, a administração rebateu: isso “não cabe à prefeitura”. Preso no sábado, quando os policiais fecharam o instituto em meio a uma aula com 30 alunos, Sergio Aragão Filho confessou a farsa, segundo o delegado. “Ele já tem passagem por estelionato, em 2010, pelo mesmo tipo de atividade; até o nome do instituto era o mesmo. Ele confessou que modificava os diplomas no computador e os imprimia. Nos sites das instituições, copiava as grades curriculares dos cursos”, afirmou Barbosa.

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul informou que os diplomas apreendidos em seu nome são “falsos e não correspondem aos padrões da UFRGS (o papel de nossos diplomas é fornecido pela Casa da Moeda e possui características de segurança)”. De acordo com a UFRGS, “trata-se de uma falsificação grosseira, sendo que apenas o nome do reitor, que é de domínio público, corresponde à realidade, embora a assinatura em nada lembre a verdadeira”. A Universidade Federal de Pernambuco não respondeu ao contato da reportagem.

COMENTÁRIO DA ABPÓS MERCOSUL
Ações falsas e oportunistas, como a acima relatada, por certo encontram ecos na sociedade e no público interessado, pela carência de oportunidades para que profissionais possam cursar, concomitantemente com suas atribuições profissionais, uma pós-graduação stricto sensu no Brasil. Lógico que tal fato em nenhuma hipótese justifica tal procedimento criminoso.

Mas ações ‘com certas facilidades’ como as oferecidas por essa empresa, devem ser vistas com a devida cautela pelos interessados.

A ABPÓS MERCOSUL aproveita para alertar que também NÃO possui nenhum respaldo legal eventuais cursos de Mestrados ou Doutorados ministrados por instituições estrangeiras com aulas no Brasil. Principalmente ações com salas de aulas em shopings e em outros ambientes não compatíveis com um programa de pós-graduação stricto senso.

Cursos ministrados por instituições estrangeiras devem ter todas as aulas integralmente realizadas no outro país, assim como as defesas de teses.

FIQUE ATENTO !!!

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