A DUVIDOSA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO SUPERIOR BRASILEIRA

A DUVIDOSA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO SUPERIOR BRASILEIRA

O Ministério da Educação (MEC) publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 19, a lista que reúne os 207 cursos de ensino superior que terão o vestibular 2013 suspenso por conta do desempenho ruim na avaliação realizada pelo Sistema Federal de Ensino em 2008 e em 2011. Nas avaliações em questão, os cursos obtiveram índices 1 e 2 no Conceito Preliminar de Curso (CPC), cuja escala de variação é de 1 a 5, o que é considerado insatisfatório para o MEC.

Desse grupo, 117 cursos poderão ter a suspensão de oferta de vagas revista ao longo de 2013 por terem apresentado uma tendência positiva – subindo de 1 para 2 por exemplo. Para isso, terão de corrigir eventuais deficiências e melhorar a qualidade do ensino. Nos 90 cursos restantes, de tendência negativa, o quadro é irreversível até 2014 ao menos.

As instituições que apresentaram baixo desempenho terão que assinar um protocolo, no qual se comprometam a sanear em 60 dias as questões relacionadas a corpo docente (número mínimo de professores com dedicação exclusiva, mestrado e doutorado) e em 180 dias os problemas de infraestrutura (biblioteca, salas e equipamentos tecnológicos obrigatórios).

As punições fazem parte do conjunto de medidas de regulação e supervisão anunciadas nesta terça-feira, 18, pelo ministro da Educação, Aloizio Mercante, para enquadrar as instituições de ensino superior de má qualidade, avaliadas tanto no CPC, como no Índice Geral de Cursos. Caso não cumpram todos os compromissos que o MEC deve estabelecer com cada uma delas, as instituições poderão ser fechadas.

Fonte: estadao.com.br
Veja a lista dos cursos punidos:
Confira a página 33 do Diário Oficial
Confira a página 34 do Diário Oficial
Confira a página 35 do Diário Oficial

Em complemento, fica a dúvida: onde estarão os ‘competentes’ mestres e doutores dessas universidades, muitas delas públicas e de renome, que são sempre os primeiros a se rebelarem contra os títulos do Mercosul, por exemplo, se, sequer, conseguem resolver os problemas internos de suas instituições ?

A resposta, talvez, esteja no próprio cenário de nossa educação superior, onde tais mestres e doutores, em sua maioria por falta de consistência de conhecimentos, possuem, na realidade, medo da competição e de perderem os ganhos que auferem apenas para emprestar seus ‘ilibados’ nomes para atender a exigência do número mínimo de mestres e doutores por instituição.

A estes ‘conceituados mestres e doutores’, portadores de um conservadorismo hipócrita e inoportuno, e contrários aos títulos de pós-graduação obtidos no exterior fica a recomendação: dispam-se de suas arrogâncias! Desçam de seus pedestais com bases carcomidas pelo nocivo ácido da vaidade e incorporem as vestes da humildade, independente de quaisquer títulos que possuam ou em que locais tenham sido os mesmos obtidos.

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