MINISTRO AFIRMA QUE BRASIL PROPORÁ NOVO PROGRAMA NO ÂMBITO DO MERCOSUL

MINISTRO AFIRMA QUE BRASIL PROPORÁ NOVO PROGRAMA NO ÂMBITO DO MERCOSUL

Segundo matéria veiculada no jornal Valor Econômico (pag. A3 – 19/09/2012) o nosso ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota em participação no seminário “Política Externa Brasileira: Desafios em um Mundo em Transição”, dentre outras importantes colocações afirmou que o Brasil pretende aproveitar a presidência temporária do Mercosul para apoiar projetos conjuntos de inovação e reforço da educação, estando no plano do governo a criação de um programa de intercâmbio de estudantes e professores no âmbito do Mercosul, inspirado em Programa da União Européia.

Esperamos, porém, que antes da implantação de qualquer nova iniciativa o governo brasileiro faça valer os acordos já firmados e dos quais o Brasil é signatário, para que não se perpetue a inversão de autoridade e de hierarquia que hoje se constata, com a CAPES e as universidades a ela ‘submissas’, ignorando as leis e os princípios democráticos em nome de uma hipócrita reserva de mercado de mestres e doutores e que coloca o Brasil em referenciais ridículos em comparação com outras nações. A inspiração na União Européia há que se dar também por parte do Brasil em relação ao aceite dos títulos de pós-graduação dos demais países do Mercosul, pois naquele bloco europeu os títulos de uma nação não são ‘boicotados’ como ocorre aqui sob a égide do ‘imperialismo acadêmico’ da CAPES.

Cada vez temos maior convicção de que tal interferência da CAPES, resulta da qualidade epidérmica de nossa pós-graduação, e da pouca capilaridade da mesma em nosso território, pois se assim não fosse, que receio teriam nossos ‘mestres e doutores’ em relação à concorrência daqueles que se originam, por exemplo, do Mercosul e de Portugal ?

Antes de implantar um ‘novo’ programa de intercâmbio de professores no âmbito do Mercosul, rogamos aos nossos ministros e a nossa Presidente que primeiramente valorize o esforço daqueles que com recursos próprios se deslocam para a Argentina, para o Paraguai ou para o Uruguai para buscar uma pós-graduação que em nosso país não é possível, seja pela pouca quantidade de vagas, pelos obscuros processos de seleção ou pela falta de racionalidade e de objetividade dos calendários de nossos cursos de mestrado e doutorado.

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